Crise leva RMC a fechar mais de 32 mil postos de trabalho em cinco meses

Os reflexos da pandemia do novo coronavírus estão sendo sentidos pela RMC (Região Metropolitana de Campinas) em muitos setores, incluindo na taxa de desemprego. Logo nos primeiros cinco meses do ano, foram fechados 32.620 postos de trabalho. O quadro chama ainda mais atenção se comparado ao mesmo período do ano passado, quando o saldo foi de 8.282 postos abertos.

A avaliação foi feita pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas), a partir de de dados fornecidos pelo Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados), IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e Estatística), e PEA (População Economicamente Ativa e Mão de Obra Ocupada) de cada município.

O levantamento mostra ainda que, de janeiro a maio deste ano, foram admitidas 127.272 pessoas e 159.892 demitidas. O economista da Acic, Laerte Martins, explica que os dados permitiram chegar ao Índice de Desemprego (percentual) e o respectivo número de desempregados em cada município da RMC.

De acordo com o balanço, dentre as 20 cidades que compõem a região, Campinas é a que apresenta o maior número de desempregados, com um total de 96.912. Já, Engenheiro Coelho tem o menor número, 575, além da menor taxa, com 5,65%.

No entanto, se a análise considerar a taxa de desemprego e não a quantidade de desempregados, Morungaba assume a primeira posição, com 17,98%.

QUADRO GERAL

O quadro geral de desemprego da RMC é de 253.125 trabalhadores, contra 220.505 do mesmo período do ano passado, um crescimento de 14,79%. Quanto ao nível de desemprego, quando a análise também considera a população economicamente ativa e a mão de obra ocupada de cada cidade, a expansão percentual é de 12,18%.

No mesmo período de 2019 era de 10,72%, o que representa que houve um aumento de 1,46%.

PÓS-PANDEMIA

A presidente da ACIC, Adriana Flosi, pondera que a situação pode ser ainda mais alarmante no cenário pós pandêmico. “Os números reforçam a nossa preocupação com a saúde das empresas. Se elas não conseguirem se manter, não conseguirão manter os funcionários e o quadro do desemprego na nossa região se agravará ainda mais”, afirma.

Fonte: A Cidade ON

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